Shit and Shine & Aluk Todolo

Este fim de semana fui assolada por novas texturas musicais que quase me fazem deitar para o lixo todo o meu passado musical… com as devidas excepções, claro! Esta revolução deve-se primeiramente a Shit and Shine, e porque uma cereja leva a outra… descobri Aluk Todolo. Ambas têm em comum um som hipnótico, distorcido, potente e por vezes industrial. Ambas me remetem para uma fusão dos primórdios de Einstürzende Neubauten, com o mais recente de Sonic Youth.


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Shit and Shine é uma banda Londrina formada por músicos Britânicos e dos EUA e há quem diga que é noise psicadélico. É marcada pelas múltiplas baterias hipnotizantes, pelas guitarras disformes e baixos industriais. Todos os álbuns são excelentes, contudo não resisto a destacar as malhas que me marcaram mais, sendo elas Practicing to be a Doctor do álbum Jealous of Shit and Shine; Ladybird; o lado A e o lado B de Cunts with roses; e Prize Winning, High Brooms, The Rabbit Song e Cherry do último álbum.


2004 - You're lucky to have friends like us (LP - Riot Season)
2005 – Ladybird (CD – Latitudes)
2006 - Jealous of Shit and Shine (2 CD - Riot Season)
2006 - Toilet Door Tits (LP - Conspiracy)
2007 - Cunts with roses (LP - Noisestar Music)
2008 – Cherry (LP - Riot Season)

Shit and Shine ao vivo em Bloomsbury Bowling Lanes



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Aluk Todolo é uma banda francesa que toca rock oculto. Conjuga ritmos obsessivos com guitarras desarmónicas criando uma atmosfera de improvisação psicadélica. Editaram um EP 7’’ em 2006 e o CD Descension o ano passado, pela Public Guilt, estando este último também disponível em LP pela Riot Season. O lado B do EP é simplesmente genial e o Descension… o melhor é ouvi-lo todo!


Shantidas Riedacker – Guitarra
Matthieu Canaguier – Bass
Antoine Hadjioannou - Bateria

site oficial

myspace

Balance

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Balance (1989), ganhou o Oscar para a melhor curta-metragem de animação em 1990. Da autoria dos irmãos Lauenstein.

Lydia Lunch - "Blood is just memory without language…"

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No dia 7 de Julho de 2007, desloquei-me propositadamente a Portalegre para assistir à performance “Real Pornography” de Lydia Lunch – só um comentário: Brutal!
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É já amanhã que ela regressa à lusolandia para apresentar na ZDB (e no dia 16, no Centro de Artes e Espectáculos de Guimarães), a sua nova performance “Blood is just memory without language…”, cuja gravação em CD (edição limitada) se chama Ghosts of Spain... e eu desta vez fico a penar!... pois é... esta majestosa senhora, agora a morar em Barcelona, resolveu aludir aos fantasmas da Guerra Civil de Espanha para relembrar as recentes barbaridades praticadas em terras afegãs e na baía de Guantánamo. Para quem puder... a não perder!
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