Cesário Verde biografado

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(1855-1886)


Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

Primeiros versos de O Sentimento de um Ocidental

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Maria Filomena Mónica acaba de publicar a biografia de Cesário Verde - Muito obrigada, Senhora Professora. Este grandioso poeta da nossa língua, que teve a infelicidade de morrer aos 31 anos devido a uma estúpida de uma tuberculose, deixou-nos um livro de poesia, O Livro de Cesário Verde, editado no ano seguinte à sua morte pelo seu amigo Silva Pinto. Para mim, só Cesário e Pessoa sabem exprimir tão bem a alma de Lisboa.

A 19 de Julho, Jorge, o último dos irmãos, pergunta a Cesário:
- Queres alguma coisa?
- Não quero nada. Deixa-me dormir.
São estas as últimas palavras do poeta.

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