Control

Ian Curtis (1956-1980)


Control estreou hoje em Lisboa e no Porto (lá terei eu de esperar mais um bocadinho para o ver…), apesar da ante-estreia ter tido lugar sábado passado no European Film Festival, a decorrer no Estoril, e com a presença muito especial de Anton Corbijn, amigo e fotógrafo pessoal de Ian Curtis , que com este filme, realiza a sua primeira longa-metragem.

Control abriu a Quinzena dos Realizadores em Cannes 2007, tendo sido triplamente premiado com o galardão de melhor filme europeu, melhor filme CICAE Art & Essai e com «Regards Jeunes» (prémio dedicado ao primeiro e segundo filmes de um autor). O filme é baseado no livro Touching From A Distance, biografia de Ian Curtis escrito por Deborah Curtis (a viúva de um mito). Mais um estreante é Sam-Riley, que segundo dizem, está muito bem no papel de Curtis.
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And now, just look at the trailer:

6 comentários:

Blue Bird disse...

Já tenho os bilhetes para ir vêr amanhã ao Monumental, já agora obrigado pela visita e pelo post no meu humilde blog "Limite do Silêncio",se me permite uma pergunta...gosta de Bergman não gosta?

carLa disse...

Ui... se gosto...

Mas agora fiquei a olhar para as palavras "bilhetes" e "amanhã" e é como agitar um rebuçado diante de quem não pode comer rebuçados...

Muito obrigada eu, pela visita e por ter comentado :)

Blue Bird disse...

As minhas desculpas, reconheço que foi um pouco indelicado da minha parte mas foi sem intenção...

carLa disse...

Não levei a mal... só fiquei foi com "água na boca" e danada por não poder ir a Lx tão cedo.

Depois quero aqui um comentário ao filme, pode ser??

Muito agradecida :)

Blue Bird disse...

Há cenas arrepiantes em "Control", os temas ao vivo são de uma intensidade esmagadora e espelham aquilo que seriam certamente as actuações ao vivo, Curtis vivia entre duas mulheres carregando consigo uma doença que o consumia a todo o passo, a culpabilização daquela dupla relação vivida e o medo da fama fizeram o resto, o filme mostra-nos um Curtis humano e demasiado verdadeiro vivendo as suas angústias e lutando contra os seus demónios, a musica da Joy Division (enorme)faz o resto...o filme é acima de tudo honesto e serve como documento para uma figura incontornável da cultura "pop" do séc. XX.

carLa disse...

Ainda bem que a pessoa que pegou neste tema e realizou o filme, foi uma pessoa sóbria e que conheceu pessoalmente Ian Curtis.

A música só é grande quando o músico é verdadeiramente humano... penso que o segredo está na sensibilidade.

Obrigada por me teres dado a tua visão do filme.